Tecnologia da Informação
Seja bem-vindo a coluna "Tecnologia da Informação" do web site da
Info Advisers Associates. A IAA tem o prazer de compartilhar em primeira
mão o artigo "A Empresa em Tempo Real".
O objetivo é abrir um espaço para a discussão sobre temas em Gestão Empresarial relevantes ao bom desempenho dos negócios
de sua Empresa, ou mesmo ao seu próprio desenvolvimento intelectual. Nossa intenção estratégica é instalar uma
Comunidade de Prática interessada em desenvolver, aprofundar e nivelar o estado da arte das práticas de trabalho
inerentes ao contexto de cada coluna. Se você estiver cadastrado em nosso web site poderá participar do Fórum desta
coluna e ter acesso à geração de conhecimento promovida por toda a comunidade.
A seguir apresentamos um "Briefing" do tema em destaque com a finalidade de sensibilizá-lo em relação à
importância do assunto para a Gestão Empresarial. Se houver interesse, você poderá fazer o download completo do artigo
em referência. A Info Advisers Associates agradece a sua participação e lhe deseja uma boa
experiência intelectual em qualquer das interações que você vier a desenvolver conosco.
A Empresa em Tempo Real
Decifrado o "mapa da vida"
"O dia 26 de junho de 2000 vai entrar para a história como o
dia em que o homem começou a decifrar o seu próprio corpo"
O dia 26 de junho de 2000 vai entrar para a história. Com toda a pompa que a revelação exigia, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, foram à público anunciar a descoberta que promete uma revolução na medicina: foi decifrado 97% do código genético da humanidade. Na prática, está aberto o caminho para a ciência curar doenças transmitidas de pais para filhos, descobrir novos tratamentos para males atualmente incuráveis, como câncer ou Alzheimer, e até retardar o envelhecimento.
"Hoje estamos aprendendo a linguagem na qual Deus criou a vida", declarou Clinton. Ele classificou o momento como "um dia que entrará para a história" e comparou-o com as pioneiras observações celestes feitas por Galileu. Mas também alertou que o mapa genético nunca deverá ser usado para segregar, discriminar ou invadir a privacidade dos seres humanos e já preparou uma resolução federal nesse sentido.
O mapeamento genético foi fruto de uma pesquisa do consórcio internacional Projeto Genoma Humano (PGH), que reuniu centros universitários de 18 países, inclusive do Brasil, e da empresa Celera Genopmics. Para mapear o genoma humano, os dois grupos de cientistas tiveram que decodificar um alfabeto de 3,1 bilhões de letras, as bases dos genes. Elas definem as características das pessoas que vão desde a cor dos olhos a doenças. Tudo fica registrado no DNA, que tem forma de uma escada em espiral. O que os cientistas fizeram foi decifrar a seqüência de quatro substâncias químicas - adenina, timina, guanina e citosina, conhecidas por suas iniciais, A, T, G e C - em cada degrau do DNA.
Conforme o geneticista gaúcho Roberto Giugliani, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), para chegar mais rapidamente ao sequenciamento do genoma os cientistas quebraram a cadeia de DNA em vários fragmentos. Dessa maneira, os pedaços puderam ser analisados ao mesmo tempo, em vez de um por um, como cientistas concorrentes vinham fazendo ao redor do mundo. O problema, agora, será colocar todos os fragmentos do DNA em ordem novamente - processo chamado de montagem. Isso permitirá agrupar corretamente os cerca de 100 mil genes do homem para finalmente esclarecer o código genético humano completo, formado por 3 bilhões de pares de aminoácidos.
O trabalho que resta pela frente é colossal. "O que o anúncio de ontem significa é apenas que definimos o tamanho do palheiro no qual precisamos procurar agulha", observou Ricardo Brentani, presidente do Hospital do Câncer, em São Paulo. Andrew Simpson, diretor do Projeto Genoma brasileiro, reforça: "Para identificar todos os genes contidos nesse material levaremos ao menos cinco anos e mais um século para conhecer as funções de cada gene e a estrutura de cada proteína que codificam".
Fonte: Zero Hora/Agência Estado/Redação Terra
Contextualização
Com a globalização da economia, desregulamentação, abertura dos mercados e a Internet, a concorrência tornou-se a pauta principal nas agendas das reuniões executivas. A palavra de ordem é "competitividade", isto é: "atender ao Cliente melhor do que os concorrentes com lucratividade".
Para ser competitiva, uma empresa precisa estar em sintonia direta com o seu mercado, a fim de perceber possíveis mudanças no comportamento de todas as partes interessadas: Clientes, Fornecedores, Colaboradores, Acionistas, Comunidade, Governo, etc, visando promover os ajustes necessários em toda a organização. Tudo isso precisa acontecer de uma maneira efetiva e em alguns casos instantaneamente. O porte e o setor de atuação da empresa podem aumentar a complexidade da tarefa exponencialmente. Mais do que nunca, a velocidade com que a empresa se movimenta é fundamental para sua sobrevivência e prosperidade.
Sendo assim, as empresas no mundo inteiro estão investindo em pesquisa e desenvolvimento, visando identificar as práticas de negócios que possam "envenenar" seus "Modelos de Negócios", a fim de mantê-las entre os principais "players" de seus respectivos setores.
Não estou falando de sairmos por aí, implantando tudo o que descobrimos. É preciso um grande esforço de planejamento a fim de alinhar e integrar as práticas selecionadas e fazê-las operar em torno do eixo de referência do negócio. Iniciativas isoladas, além de não contribuir para o desempenho da empresa como um todo, irão promover um grande desperdício de tempo e recursos operacionais, nos afastando de nossas metas de lucratividade.
Mas, será que existe algum "modelo" que possa nos ajudar a entender o que uma empresa precisa fazer para obter o passaporte para a era do Tempo Real?
Analogamente ao Genoma Humano poderíamos dizer que as empresas também estão em busca da identificação de seus "genes empresariais". O volume de investimentos cresce a cada dia na tentativa de mapear o seu DNA, buscando a verdadeira diferenciação de seus pares.
O propósito deste artigo é justamente iniciar o processo de identificação dos genes da Empresa com foco naqueles responsáveis pela "velocidade de resposta" da mesma. A idéia é apresentar alguns dos principais "genes" e sua composição em termos de DNA, cuja finalidade seja turbinar as empresas em seus respectivos ambientes de negócios e promover iniciativas que possam complementar o modelo continuamente até a plena identificação do Genoma da "Empresa em Tempo Real".
Lam Marques
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